Os Principais erros dos incentivos dados aos executivos.
- Eric França da Torre
- 16 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Todo fundador, em algum momento, precisa parar e se fazer uma pergunta incômoda — e absolutamente necessária:
Quem, de fato, está construindo o futuro da empresa comigo… e quem está apenas otimizando o próximo bônus?
Executivos moldam a cultura mais do que qualquer discurso.
Eles definem o ritmo, as prioridades e, principalmente, o horizonte de decisão da companhia.
Um bom exercício não é olhar apenas para o currículo ou para os resultados recentes, mas para o comportamento diante do tempo:
Quem toma decisões pensando nos próximos 5 anos?
Quem protege a empresa quando isso exige dizer “não” a ganhos imediatos?
Quem age como dono mesmo quando o resultado do trimestre pode piorar?
Quando os incentivos estão excessivamente concentrados no curto prazo, algo se rompe.
A remuneração variável, quando mal desenhada, não alinha — ela distorce.
Ela ensina o executivo a:
Maximizar números, não valor.
Postergar problemas em vez de resolvê-los.
Assumir riscos assimétricos: o bônus é privado, o prejuízo é coletivo.
O fundador precisa ter coragem de olhar para dentro e perguntar: Que tipo de comportamento eu estou premiando?
Eficiência real ou atalhos?
Construção sustentável ou performance cosmética?
Ambição é saudável. Ganância é corrosiva.
A diferença entre as duas quase sempre está no modelo de incentivos.
Empresas fortes são construídas por líderes que aceitam perder agora para ganhar depois, que entendem que reputação, caixa, pessoas e cultura são ativos de longo prazo — e não variáveis ajustáveis no fechamento do mês.
No fim, a pergunta central não é sobre bônus, metas ou KPIs.
É sobre quem você colocou na mesa de decisão.
Porque a empresa não cresce além da visão — e nem sobrevive aos incentivos errados.
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